Pouco sente um rico poeta; demasiado amor vem do escritor pobre; um vê melhor com o problema que cerca, o outro só enxerga com moedas de cobre.
Indigno o tolo que se molda em grana, feliz é aquele que a fome assola; o pudor se resguarda à imagem da fama, o ódio é puro e nu de quem recebe esmola.
O quão infeliz é o que sente em dólar. Maldito capital e que podre ditador! dita o texto, dita a vida, dá impulso de mola em quem despreza dor.
Tudo é bonito sob o capital. O sol brilha para todos e melhor parece iluminar. Se trevas infindas vive o oprimido, dá-lhe uma faísca e o veja incendiar!
Meu povo chora a mágoa do homem! É mais lindo ouvir o gotejar do sangue! Só lágrimas impuras de quem vive a fome valem mais milhares, até se estanque.
Feridas mais fundas possui o controlado, infindo o sofrer do subjugado. Desta história poucas palavras não seriam muitas, e mais poupado seria ainda a minha escória.
Ódio eu possuo da raiz deste mal! Maldito o homem que ignora os seus, que escreve e controla em papel valorizado, que por capital se entrega, sob a "vontade de Deus".
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Author:
Éclio (Pseudonym) (
Online) - Published: September 10th, 2026 16:28
- Category: Sociopolitical
- Views: 1

Online)
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